{"id":247,"date":"2020-06-05T15:37:23","date_gmt":"2020-06-05T18:37:23","guid":{"rendered":"https:\/\/coxautomotive.com.br\/?p=247"},"modified":"2022-02-08T11:38:41","modified_gmt":"2022-02-08T14:38:41","slug":"renovacao-de-estoque-de-carros-novos-puxa-alta-nos-precos-de-0-km-em-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.coxautomotive.com.br\/?p=247","title":{"rendered":"Renova\u00e7\u00e3o de estoque de carros novos puxa alta"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Monitor de Varia\u00e7\u00e3o de Pre\u00e7os da KBB Brasil aponta que modelos 2020 e 2021 tiveram mais de 5% de aumento em m\u00e9dia no \u00falto m\u00eas. Enquanto isso, a queda m\u00e9dia dos usados foi de 2,24%<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A crise in\u00e9dita da ind\u00fastria automotiva provocada pela pandemia da Covid-19 constr\u00f3i um cen\u00e1rio de repleto de desafios e incertezas sobre os rumos que o setor tomar\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses. Para contribuir com a compreens\u00e3o do contexto atual, a Kelley Blue Book Brasil divulga a segunda edi\u00e7\u00e3o do Monitor de Varia\u00e7\u00e3o de Pre\u00e7os (MVP) do mercado para analisar quais foram as tend\u00eancias de pre\u00e7os praticadas no m\u00eas de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>O MVP de <strong>maio<\/strong> analisou <strong>22.070 vers\u00f5es<\/strong> de ve\u00edculos novos, seminovos e usados da base de registros da KBB Brasil e segmenta as informa\u00e7\u00f5es em quatro an\u00e1lises de varia\u00e7\u00f5es: <strong>por idade, por categorias de carrocerias, por marcas e por modelos mais vendidos<\/strong>. Todas as oscila\u00e7\u00f5es observadas nesta edi\u00e7\u00e3o partem dos par\u00e2metros de abril e se referem \u00e0s m\u00e9dias de varia\u00e7\u00f5es ocorridas em maio (conforme consta no conte\u00fado completo do MVP).<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente do que vimos nos primeiros 45 dias de pandemia analisados na primeira edi\u00e7\u00e3o do estudo, n\u00e3o foram os modelos seminovos, com at\u00e9 2 anos de uso, que puxaram as maiores tend\u00eancias de aumento de pre\u00e7os no m\u00eas de maio. Desta vez, este fen\u00f4meno foi observado entre os modelos 0 km, que tiveram alta de 2,25% em m\u00e9dia no \u00faltimo m\u00eas. Esta varia\u00e7\u00e3o, no entanto, merece uma interpreta\u00e7\u00e3o mais aprofundada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"611\" height=\"218\" src=\"https:\/\/coxautomotive.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ps-tabela-word-2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-251\" srcset=\"https:\/\/www.coxautomotive.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ps-tabela-word-2-1.jpg 611w, https:\/\/www.coxautomotive.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ps-tabela-word-2-1-300x107.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 611px) 100vw, 611px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Como o monitoramento acima evidencia, a categoria de carros 0 km engloba quatro anos modelos diferentes, o que demonstra que ainda h\u00e1 presen\u00e7a de estoque de 2018 e 2019 \u00e0 venda. Estes anos modelos foram adquiridos com pre\u00e7os pr\u00e9-crise, portanto, possuem maior margem de flexibiliza\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os (com mais incentivos, b\u00f4nus e condi\u00e7\u00f5es especiais), o que justificaria a pr\u00e1tica estabiliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os destes carros.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, \u00e0 medida que o invent\u00e1rio das concession\u00e1rias vai se renovando com ve\u00edculos com ano modelo 2020 e 2021, cuja produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 reflete os impactos da pandemia, os pre\u00e7os destes modelos valorizaram 5,15% e 5,32%, respectivamente, conforme observamos em maio.<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00f3lar ainda \u00e9 a principal atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade sobre o acr\u00e9scimo de pre\u00e7os de carros 0 km, apontada, principalmente, pela Anfavea, associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane as fabricantes. Houve valoriza\u00e7\u00e3o de quase R$ 2 na cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar entre dezembro e abril, segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade. Tal incremento afeta diretamente os custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, insistimos, esta crise \u00e9 in\u00e9dita, portanto, outros fatores surgem como ingredientes neste fen\u00f4meno de encarecimento dos carros 0 km. Entre eles, h\u00e1 o custo de reestrutura\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas para a nova realidade de produ\u00e7\u00e3o (que imp\u00f5e novas rotinas de transporte de funcion\u00e1rios, distanciamento f\u00edsico e preocupa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria dos trabalhadores), al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o com rentabilidade por unidade vendida em um mercado cujo ganho em escala \u00e9 fortemente reduzido pela queda na demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as categorias avaliadas, as que tiveram as maiores altas nos pre\u00e7os de 0 km foram de comerciais leves, como Furg\u00e3o, Picape e Minibus, que subiram 5,70%, 6,01% e 10,21%, em m\u00e9dia, em maio. Essa realidade tem como forte justificativa o aumento da pr\u00e1tica de \u201cdeliveries\u201d e a maior atua\u00e7\u00e3o de empresas de log\u00edstica de entregas que o Brasil vem vivenciando desde o in\u00edcio do isolamento f\u00edsico \u2013 a ponto de aumentar, consideravelmente, as receitas dos grandes e-commerces que atuam no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 entre as categorias mais vendidas, Hatchback e Sedan tiveram altas menores (1,65% e 2,24%), enquanto os SUVs praticamente se estabilizaram (varia\u00e7\u00e3o de 0,71% em maio). Colocando uma lupa sobre as marcas, entre as de volume, os maiores reajustes foram da Peugeot (com 7,81%), Ford (4,52%) e Fiat (4,46%). No caso das marcas premium, a que mais sofreu com alta dos 0 km foi a BMW, com 9,50% de reajuste m\u00e9dio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"variacao-entre-os-usados\">Varia\u00e7\u00e3o entre os usados<\/h2>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos carros usados, entre 3 e 10 anos de idade, houve dois movimentos distintos na compara\u00e7\u00e3o entre abril e maio. Enquanto em abril, no primeiro m\u00eas completo de pandemia, os pre\u00e7os seguiram tend\u00eancia de aumento, sobretudo para os anos modelo 2011 e 2010, chegando a 3,93% e 4,81%, respectivamente, este efeito foi praticamente anulado no m\u00eas seguinte. Em maio, houve queda em todos os anos modelo, totalizando 2,24% de m\u00e9dia de recuo, incluindo -3,97% para os modelos 2011 e -4,39% para os 2010.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"610\" height=\"336\" src=\"https:\/\/coxautomotive.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ps-tabela-word-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-252\" srcset=\"https:\/\/www.coxautomotive.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ps-tabela-word-1.jpg 610w, https:\/\/www.coxautomotive.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ps-tabela-word-1-300x165.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Esta tend\u00eancia atual de queda est\u00e1 em conformidade com o que hav\u00edamos adiantado na primeira edi\u00e7\u00e3o do MVP. Os modelos usados, que num primeiro momento, em abril, poderiam ser atrativos para absorver as demandas de ve\u00edculos mais novos, devido \u00e0 cautela dos consumidores para n\u00e3o se descapitalizarem, acabaram se transformando, em maio, em bens de liquidez para cumprir com obriga\u00e7\u00f5es de caixa e quita\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas. Neste contexto em que obter o dinheiro mais r\u00e1pido \u00e9 prioridade, os pre\u00e7os tendem a cair.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a oferta de cr\u00e9dito para o setor automotivo caiu pela metade em abril (queda de R$ 8,64 bi em mar\u00e7o para R$ 4,26 bi no m\u00eas seguinte) e a inadimpl\u00eancia de financiamento de ve\u00edculos j\u00e1 mostrou tend\u00eancia de alta no mesmo m\u00eas (encerrou com 4,1%), segundo dados do Banco Central. Embora, de acordo com a Fenauto (federa\u00e7\u00e3o dos revendedores de ve\u00edculos) o m\u00eas de maio tenha apresentado evolu\u00e7\u00e3o de 118% nas transa\u00e7\u00f5es de carros usados (que pode ser explicada tamb\u00e9m pela reabertura gradual dos servi\u00e7os de Detran), este panorama econ\u00f4mico impacta diretamente as vendas de carros usados, que t\u00eam mais dificuldade para aprova\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, os pre\u00e7os praticados no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>O recorte por categoria aponta que, ao contr\u00e1rio dos modelos de Furg\u00e3o 0 km, que tiveram maiores aumentos em maio, estes mesmos ve\u00edculos usados entre 3 e 10 anos tiveram deprecia\u00e7\u00e3o de 6,07% no m\u00eas. SUV recuou 2,82%, Hatchback 2,81% e Sedan 1,93%. J\u00e1 entre as marcas de volume cujos usados tiveram as maiores m\u00e9dias de deprecia\u00e7\u00e3o, est\u00e3o Ford (-4,27%) e Peugeot (-4,12%), enquanto entre as premium, o destaque fica para a Mercedes-Benz (-3,71%) e Mini (-3,70%).<\/p>\n\n\n\n<p>Finalizando a nossa an\u00e1lise do m\u00eas de maio, a Kelley Blue Book Brasil ratifica o seu compromisso com seus clientes, parceiros e consumidores de estar atenta a todas as movimenta\u00e7\u00f5es do mercado automotivo brasileiro. E, por isso, a nossa empresa tem alta expectativa para observar a rea\u00e7\u00e3o do setor no m\u00eas de junho, que tende a ser um per\u00edodo em que conseguiremos extrair do mercado uma importante sinaliza\u00e7\u00e3o sobre a velocidade de retomada das vendas no segundo semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ter acesso detalhado a todas as segmenta\u00e7\u00f5es e estat\u00edsticas da edi\u00e7\u00e3o de maio do Monitor de Varia\u00e7\u00e3o de Pre\u00e7os da KBB Brasil entre em contato conosco!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monitor de Varia\u00e7\u00e3o de Pre\u00e7os da KBB Brasil aponta que modelos 2020 e 2021 tiveram mais de 5% de aumento em m\u00e9dia no \u00falto m\u00eas. 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